28 julho, 2014

28 de julho - Dia do Agricultor

Vazantes do Açude Mundo Novo
Ele já foi chamado pelos mais variados termos: camponês, lavrador, agricultor de subsistência, pequeno produtor, agricultor familiar. A evolução social e as transformações sofridas por esta categoria são conseqüências de uma nova situação deste trabalhador fundamental para o desenvolvimento do País.

Existem dois projetos para o campo com focos diferentes no Brasil. O primeiro prevê a expansão da produção agropecuária e o segundo, enfatiza aspectos ambientais e sociais do processo de desenvolvimento, com que se denomina sustentabilidade do desenvolvimento rural, equilibrando condições sociais, econômicas e ambientais.
 
A Emparn deseja a todos os agricultores, melhores dias, maiores perspectivas, maior assistência, e que possamos desempenhar o nosso papel nessa evolução.

27 julho, 2014

Colunas - Tribuna do Norte

A disputa pelos grandes campeonatos dos torneios leiteiros das raças zebuínas na Megaleite 2014 realizada em Uberaba/MG teve na raça Gir Leiteiro, como grande campeã, a vaca adulta Galha FIV F. Mutum, com uma produção recorde de 206,880 kg/leite e média de 68,960 kg/leite/dia. O torneio da 16ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro teve a participação de 30 fêmeas, enquanto na raça Guzerá, concorreram 10 fêmeas, sendo a grande campeã Gota FIV do Cipó, produção total de 127 kg/leite e média de 37,36 kg/leite/dia. Entre as sete fêmeas do cruzamento Guzolando, a vitória ficou com 4812 da Paz, com uma produção total de 164,560 kg/leite e média de 54,85 kg/leite/dia. Já o cruzamento Guzerá/Jersey ganhou o primeiro lugar a fêmea Sadia, que produziu 103,560 kg/leite, uma média de 30,92 kg/leite/dia.

POUCA ÁGUA
Os reservatórios do Nordeste estavam com 35,1% do volume armazenado, na última medição do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A barragem de Sobradinho opera com 47,25% da sua capacidade. O cenário é ruim olhando para o futuro.

Chuvas
Agropecuaristas das regiões Leste e Agreste do Estado garantem que não houve uma regularidade das chuvas neste ano, confrontando com os registros dos anos anteriores. Tem um déficit hídrico importante em alguns municípios, capaz de agravar a falta d’agua no período seco, de setembro a dezembro, principalmente para abastecimento dos animais.

LABORATÓRIO
O presidente da Emparn, José Geraldo Medeiros, participou da reinauguração do Laboratório de Análise de Sementes, pertencente ao Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal do Semi-Árido, no campus de Mossoró. A entrega do prédio foi feita pelo reitor José de Arimatea de Matos.

Meteorologia - Recorde em maio e junho divide pesquisadores

Fabian Schmidt
Deutsche Welle

Os mais recentes números da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) revelam que os meses de maio e junho nunca foram tão quentes como os deste ano. Pelo menos não desde que começaram os registros, em 1880. A constatação foi feita a partir de médias globais combinadas, resultantes das medições feitas por estações meteorológicas marítimas e terrestres. Em 2014, maio foi 0,74 grau Celsius mais quente do que a média do século 20, e junho, 0,72 grau Celsius. Esses números dão a impressão de que a mudança climática só ocorre numa direção: o aquecimento.
 
Meteorologistas dizem que o clima na Terra alterna períodos de frios e de calor, como agora, mas se forem considerados os últimos doze meses, então, o aumento registrado não foi o maior dos últimos anos. O período entre julho de 2009 e junho de 2010 foi, em média, apenas 0,01 grau Celsius mais quente do que o mesmo período entre 2013 e 2014. No entanto, se for levado em conta o ano do calendário, de janeiro a dezembro, o quadro é diferente. Ou seja, 2013 divide com 2003 a quarta posição no ranking de aquecimento, com uma elevação de 0,62 grau Celsius em relação à média do século 20. Os anos mais quentes registrados foram 2010, com um aumento de 0,66 grau Celsius, seguido de 2005 (0,65 grau Celsius), e 1998 (0,64 grau Celsius).

Os números da NOAA também revelam tendências para diferentes décadas a partir de 1880. Por exemplo, entre 1880 e 1911 verificou-se um resfriamento global. Nestes anos, registrou-se uma queda máxima de 0,52 grau Celsius em relação à média de temperatura século 20. Após esse período frio, veio uma fase de calor, que permaneceu até 1942. Essa, por sua vez, foi seguida por um novo período de resfriamento, que abrange o final da Segunda Guerra Mundial até a metade da década de 1950. A seguir, verificou-se uma tendência de aquecimento constante até 1998.

Desde então, o aquecimento global está desacelerando. Nos últimos dez anos, entre 2004 e 2014, a temperatura média permanece mais quente, porém, num nível constante, mesmo levando em consideração as temperaturas registradas em maio e junho deste ano. Defensores e críticos da tese de que as mudanças climáticas são causadas pela ação humana interpretam os dados da NOAA, que em anos mais recentes inclui registros de satélites, de forma diferente.

Aqueles que afirmam que o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera é responsável pelo aquecimento global apontam para a tendência de aquecimento, especialmente desde o início da industrialização, ligada ao aumento de uso de combustíveis fósseis. Haveria, portanto, uma relação causal entre esses dois fatores.

Em meados do século 19, a concentração de CO2 na atmosfera era menor do que 150 ppm (partes por milhão). Desde 1959, a NOAA mede essa concentração a partir da estação meteorológica de Mauna Loa, no Havaí. A partir daí, foi registrado um aumento constante desse gás na atmosfera, passando de 320 ppm para 400 ppm.

Os críticos da tese de que as mudanças climáticas são causadas pelo ser humano, por sua vez, afirmam que, justamente nos últimos dez anos, houve uma dissociação entre o aumento de CO2 e o aquecimento global e, assim, a causalidade não estaria comprovada.

Vaca bate recorde mundial de leite em Uberaba

leite_vaca_recordista (Foto: Ed. Globo)Não se assuste, caro leitor. Eu já vi vaca dar enxurradas de leite, mas como esta jamais.

Depois de 32 anos como detentora do recorde mundial de produção leiteira em um dia, a vaca cubana Ubre Blanca acaba de perder o posto para a brasileira Indiana Canvas 2R. O novo recorde foi registrado durante a Megaleite 2014, principal feira do setor leiteiro do Brasil que foi encerrada no domingo último, em Uberaba (MG).

Indiana produziu 115,020 kg/leite em um único dia, superando em 4,12 kg a produção registrada em 1982 pela cubana. Ela é uma vaca Girolando (3/4 de sangue) pertencente ao expositor Delcio Tannus Filho, da cidade de Uberlândia (MG). Nos três dias do Torneio Leiteiro da Megaleite, produziu 325,290 kg/leite. Repito: mais de 325 quilos.

Por Sebastião Nascimento, Revista Globo Rural

25 julho, 2014

Encontro de Apodi discute novos rumos

Aconteceu recentemente na Base Experimental de Apodi, no médio Oeste potiguar, uma reunião com técnicos e lideranças da região, coordenada pelo Fórum do Médio Oeste, com o objetivo de discutir e apontar caminhos para avançar na produção agropecuária utilizando a base de pesquisa da Empresa como laboratório, onde são desenvolvidas várias pesquisas com oleaginosas, em parceria com outras instituições como a Embrapa Algodão e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).

Estavam presentes à reunião, o Coordenador da Assessoria Técnica da Secretária de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte, Eribaldo Cabral de Vasconcelos, o presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), José Geraldo Medeiros da Silva, o prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro, o prefeito de Itaú, Ciro Gustavo Alves Bezerra, e representantes de entidades agrícolas e empresariais do médio e alto oeste do RN. A reunião do Fórum do Médio Oeste contou ainda com a presença de representantes do SEBRAE-RN Apodi; Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus de Apodi; Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (FIERN); EMATER (escritório municipal); Câmara Municipal do Apodi; produtores rurais e representantes de cooperativas e associações; além de comerciantes locais.

O Fórum tem o objetivo de estudar os principais problemas da região para desenvolver ações que promovam o desenvolvimento. Atualmente é composto pelos municípios de Apodi, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, Felipe Guerra e Itaú, enquanto a cidade de Tabuleiro Grande está se filiando. O atual presidente do Fórum é o prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro, que conduziu os trabalhos durante a reunião. Buscando maior intercâmbio com a EMPARN, os participantes do Fórum do Médio Oeste estiveram anteriormente visitando a Estação Física de Apodi e sugeriram a realização de dias de campos para técnicos e produtores rurais da região, como forma de disponibilizar aos mesmos conhecimentos relativos às tecnologias desenvolvidas pela EMPARN. Na pauta, o dia de campo sobre a produção o de “Palma Forrageira irrigada e adensada”, que deverá ser realizado em agosto, conforme entendimentos a serem mantidos entre as partes interessadas.

Um dos encaminhamentos feitos durante a reunião se refere à elaboração de uma lista de prioridades de cunho sócio-econômico que deverá ser entregue aos candidatos ao governo do Estado do Rio Grande do Norte, para orientar os investimentos estaduais na região. Durante as discussões preliminares foi realçado a importância da pesquisa agropecuária para aproveitar de forma sustentável as potencialidades locais, principalmente após a implantação do perímetro irrigado da Chapada do Apodi, que está sendo implantado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

EMPARN - Gerência de Transferência de Tecnologias e Comunicação
- Assessoria de Comunicação -
www.emparn.rn.gov.br
(84) 3232-5871

Professor se torna primeiro brasileiro a ganhar título mundial de Aquicultura

Mariane Rossi Do G1 Santos. Um morador de São Vicente, no litoral de São Paulo, se tornou o primeiro brasileiro a receber o título de 'Fellow' da World Aquaculture Society (WAS), a Sociedade Mundial de Aquicultura, ciência que estuda técnicas de cultivo de peixes e organismos que vivem em ambientes aquáticos. Wagner Cotroni Valenti é coordenador executivo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e concorreu com especialistas de todo o mundo. Após receber o reconhecimento, ele diz que deseja ver um mundo mais sustentável e confia em seus alunos para isso.

Wagner conta que, desde que cursou a faculdade de Ciências Biológicas, se interessou pela vida aquática. No mestrado e doutorado, na Universidade de São Paulo (USP), ele trabalhou com camarões de água doce. O gosto pela aquicultura foi se desenvolvendo ao longo da carreira com pesquisas, artigos e trabalhos, principalmente, unindo a parte ecológica com a produção sustentável.

Aquicultura
De acordo com o especialista, o Brasil é hoje o país que tem o maior potencial para o desenvolvimento da aquicultura. “Hoje nós temos 12% de toda a água doce superficial do mundo e uma costa de mais de 8 mil km2”, afirma. Porém, não há uma tradição na produção de organismos aquáticos, como acontece os países asiáticos, e os sistemas utilizados são pouco sustentáveis, usando o máximo de recursos sem se preocupar com o futuro. “O Brasil é o 18º produtor mundial de organismos aquáticos por aquicultura. “A gente está muito abaixo do nosso potencial ainda”, conclui Wagner.  
 
Colaboração ao Blog: Rafson Varela

Chuvas abaixo do esperado

Tribuna do Norte – As previsões se confirmaram e a quadra chuvosa apresentada no primeiro semestre (janeiro a julho) de 2014 apresentou um desvio negativo em média de 23,5% para o Rio Grande do Norte, índice abaixo do esperado. O balanço é do meteorologista-chefe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Gilmar Bistrot. “O esperado para o primeiro semestre do ano era de 650 mm de chuva para todo o Estado, porém choveu apenas 497,2 mm, um déficit de 152,8 mm”, explica Bistrot.

Gilmar Bistrot afirma que o déficit é uma das causas para o nível crítico em reservatórios de água do RN. “Esse é um dos fatores que resultam em níveis baixos nos reservatórios, juntamente ao histórico de pouca chuva nos dois anos anteriores”, recorda. De acordo com medições elaboradas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o açude Marechal Dutra (Gargalheiras) – localizado em Acari e que abastece também o município de Currais Novos – está com apenas 8,07% da sua capacidade e deve ter sobrevida, pelo menos, por mais cinco meses – os dois municípios estão em racionamento.

24 julho, 2014

Emparn - Programa PSF I

O Posto do PSF cujo atendimento é feito em uma casa na Emparn de Caicó em breve estará em totais condições de atendimento. A Emparn disponibilizará uma outra casa para utilização exclusiva do programa Saúde da Família. E a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde em breve estará iniciando a melhoria nas instalações. 

O material já foi providenciado e entregue, e em breve estaremos trabalhando em regime de mutirão para colocarmos o local em totais condições de atendimento. 

O referido Posto atende aos moradores de aproximadamente 30 comunidades rurais circunvizinhas que estão sob a responsabilidade de 03 Agentes de Saúde. 

23 julho, 2014

Baixa produção de coco - GR Responde

hortifruti_coco_coqueiro (Foto: Ernesto de Souza / Ed. Globo)De cerca de 30 coquinhos que não murcham do meu coqueiro, aproximadamente oito chegam a vingar, enquanto os demais caem ainda pequenos. O que faço para obter um ciclo mais produtivo?  Estela Jorge Moretto, Rio de Janeiro (RJ)

A perda de frutos imaturos é comum na cultura do coqueiro. É importante manter o solo em bom estado de umidade e, ao mesmo tempo, assegurar uma adubação equilibrada utilizando uma formulação NPK na proporção 20-10-20. Adicione também adubação orgânica.

O ataque de ácaros, no entanto, pode ser outro motivo para a produção escassa do coqueiro. Nesse caso, recomenda-se aplicar a mistura de óleo de algodão 1,5% com detergente neutro 1% (300 mililitros de óleo e 200 mililitros de detergente) adicionada em 20 litros de água. Inicialmente, faça três aplicações a cada 15 dias e, posteriormente, a cada mês. O jato do produto deve ser dirigido para os cachos recém-formados e livres de ataques.

CONSULTOR: HUMBERTO ROLLEMBERG FONTES, engenheiro agrônomo, pesquisador em fitotecnia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (CPATC), Av. Beira Mar, 3250, Bairro 13 de Julho, Caixa Postal 44, CEP 49025-040, Aracaju (SE), tel. (79) 4009-1311, humberto.fontes@embrapa.br 
 
Por Revista Globo Rural

21 julho, 2014

Criação de minigado - GR Responde

como_criar_minibovinos (Foto:  )Gostaria de informações sobre como criar minivacas.
Ferreira Pinto Coelho, Belo Horizonte (MG)


Gado em miniatura tem até 1 metro de altura e peso abaixo de 200 quilos, mas apresenta as mesmas características dos seus pares em tamanho convencional. Enquanto o miniboi é capaz de realizar serviços de tração de cargas leves, a minivaca tem potencial para produzir de 6 a 8 litros de leite por dia após a reprodução, além de gerar bezerros que podem ser vendidos a partir de seis meses de vida.

O minigado é resultado do cruzamento e melhoramento genético da raça uruguaia miniudi com as europeias anãs. Adquira exemplares de produtores com referência e fornecedores de animais saudáveis, robustos e resistentes. Dê preferência para minibovinos de 80 centímetros a 1 metro de altura, sendo as fêmeas com pelagens preta, castanha e de duas ou mais cores (malhada), as que têm mais potencial de comércio. Um conjunto de um macho e 10 minivacas permite obter rentabilidade com a criação.

Um abrigo rústico, que pode ser feito com materiais disponíveis na propriedade em local com luminosidade e ventilado, é o suficiente para protegê-los em dias de chuvas intensas e de sol escaldante.

A alimentação dos animais é à base de gramíneas no pasto, porém pode ser complementada com diferentes tipos de capim, além de braquiária e napier. Também comem leguminosas e grãos sem restrições. Sal mineral é fornecido como suplemento.

A fase de reprodução das minivacas inicia-se com dois anos de vida e, em criações com manejo correto e tratamento adequado, pode se estender até os 30 anos de idade. São nove meses de gestação e seis meses de amamentação. Após dois meses, a fêmea já pode voltar a procriar. Mantenha os animais saudáveis, com acompanhamento veterinário e em dia com o cronograma de vacinas.

CONSULTOR: HAROLDO PIRES DE QUEIROZ, zootecnista da Embrapa Gado de Corte, Av. Rádio Maia, 830, Zona Rural, CEP 79106-550, Campo Grande, MS, tel. (67) 3368-2000, haroldo.queiroz@embrapa.br 
 
Por João Mathias, Revista Globo Rural

20 julho, 2014

Emparn participa da Festa da Colheita em Cruzeta


O Presidente da Emparn, Dr José Geraldo e os Gerentes da Emparn Cruzeta, Márcio Raimundo e de Caicó, José Augusto estiveram hoje na cidade de Cruzeta participando da Festa Colheita.

O desfile teve a participação da empresa, que distribuiu 30 kits de pintos caipiras, no total de 330 animais, sendo 10 fêmeas e 01 macho para cada agricultor. Além da importância do contato com o homem do campo, a Emparn divulga as suas ações, estimulando, por exemplo, a atividade da avicultura caipira.

Imagens do evento:

 
 

Produção orgânica garante renda em assentamentos

Sandra Monteiro
Da Agência Sebrae RN

Mossoró - Na paisagem seca do Semiárido Nordestino, uma imagem, cada vez mais comum, chama a atenção. Faixas de terra circulares, onde o verde predomina, é o sinal de que já chegou ali a tecnologia social da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS). Mas além de atrair olhares, a cor inconfundível que brota da terra em forma de hortaliças e leguminosas está transformando a vida de pequenos produtores rurais. A garantia de renda e melhoria na qualidade de vida obtidos por meio da produção de alimentos orgânicos apontam que o campo ainda é uma alternativa viável de oportunidade de negócios.

No Assentamento Lagoa de Xavier, a 25 quilômetros de Mossoró, a produção agroecológica, instalada no Estado por meio de parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte e a Fundação Banco do Brasil, se tornou a principal fonte de renda para o produtor Francisco França. Apresentado ao projeto há cerca de sete anos, ele comemora os bons resultados e o crescimento da produção e do consumo de orgânicos na região.

Fred VerasO agricultor Francisco França exibe as mudas cultivadas no próprio viveiro: Produção em alta
“Lembro quando tudo começou. Era muito difícil tanto para mudar nossa mentalidade, de que a produção orgânica é interessante, como também porque a demanda ainda era muito pequena. Hoje estou mais do que satisfeito com o trabalho e com a renda que tenho”, comemora.

Na área de aproximadamente um hectare, onde cultiva hortaliças como rúcula, alface, cebolinha, coentro, couve folha, pimentão, tomate cereja, cebola e beterraba, ele também aposta em frutas como goiaba, mamão e banana. Segundo ele, o aumento na produção supera os 200%.

A maioria dos produtos é destinada à Feira Agroecológica de Mossoró, que acontece todos os sábados, no largo do Museu Municipal Lauro da Escóssia Rosado. Semanalmente França comercializa em média 15 quilos de tomate, 150 maços de coentro, 10 pacotes de cebola, além de outros produtos. O restante da produção é comercializado por meio de programas governamentais ligados à agricultura familiar.

Em outro extremo da área rural de Mossoró, no Assentamento Recanto da Esperança, a produtora Geisa Maria do Nascimento é mais um exemplo de que o conhecimento transforma. Acostumada a lidar diariamente com as atividades domésticas, ela descobriu, por meio da produção orgânica, como ter fonte de renda no meio rural para ajudar no sustento da família. “Antes eu nem sabia o que era orgânico, e hoje, quando estou no pico da produção, chego a ter uma renda de R$ 1.200 por mês só com a venda dos produtos na feirinha. Quando era que teria um salário desses aqui, no assentamento?”, questiona.

Geisa ingressou no grupo de produtores há seis anos, e, desde então, esta a principal fonte de renda da família de quatro integrantes.

Por Tribuna do Norte

19 julho, 2014

Eventos - Final de semana


A Emparn estará participando nesse final de semana das Exposições de Currais Novos e Afonso Bezerra e da Festa da Colheita em Cruzeta.

Para Afonso Bezerra irão Carlos Porto e Emilsom Pereira com amostra do Pinto Caipira; em Currais Novos, virá a equipe de Difusão e será montado estande com amostras de todos os "produtos" da empresa; em Cruzeta, José Augusto, Márcio Raimundo e o Presidente Dr José Geraldo, participarão do desfile do agricultor e farão entrega de kits de pintos caipiras.

18 julho, 2014

Fruta-do-conde enegrecida -- GR Responde

gr_responde_pinha_fruta_do_conde (Foto: Ernesto de Souza / Globo Rural)Como tratar um pé de ata, cujas frutas ficam pretas e cheias de formigas?
Celia Medeiros, Formosa, GO


Geralmente, o aparecimento de formigas em fruteiras está associado à presença de outras pragas na planta. As cochonilhas, por exemplo, possuem uma relação de simbiose com as formigas, que oferecem “proteção” e espalham a praga pela planta. Em troca, recolhem o excedente de seiva não aproveitado pelas cochonilhas. Possivelmente, a cor preta está relacionada com o próprio dano da praga nos tecidos da fruta e, também, com a presença de fumagina, um fungo semelhante à fuligem que encontra condições de desenvolvimento na solução açucarada excretada pela praga. Contudo, como existem outros fatores que causam essa coloração nas frutas, a sugestão é solicitar a presença de um técnico da área agrícola no local. Assim, o profissional poderá fazer um diagnóstico mais preciso e indicar uma solução apropriada para recuperar a fruteira, cuja fruta ata também é conhecida como fruta-do-conde, anona, araticum e cabeça-de-negro.

CONSULTOR: JOSÉ EMÍLIO BETTIOL NETO, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, bettiolneto@iac.sp.gov.br

17 julho, 2014

Doenças comuns em aves caipiras

É muito importante que o avicultor tome cuidado com algumas doenças comuns à galinha e ao frango caipiras criados em sua propriedade.

O manejo sanitário é a limpeza e a desinfecção das instalações e dos equipamentos do aviário onde se cria galinha caipira é de fundamental importância na prevenção de enfermidades nas aves. 
]De preferência, um lote de frango caipira não deve utilizar a mesma cama de outro lote, pois os riscos de contaminação das aves são enormes. 
É mais vantajoso fazer a remoção da cama, que pode ser vendida como esterco. 
Removida a cama, a área deve ser limpa e desinfectada com uma solução de formol a 5%. É muito importante eliminar os focos de contaminação do lote anterior para evitar o surgimento de doenças, que prejudicam a produção das galinhas caipiras.

Além disso, “o avicultor precisa ter um bom conhecimento dos problemas sanitários de sua região, evitando desperdício de tempo e dinheiro com medicamentos desnecessários ou, ao contrário, deixando de prevenir doenças de difícil e oneroso controle.
Em regime semiconfinado ou semi-intensivo, o ambiente apresenta-se muito menos estressante que em uma granja convencional .No entanto, deve-se tomar cuidado com algumas doenças comuns à galinha e ao frango caipiras e a outras doenças típicas do manejo semiconfinado. Vamos ver uma delas.

Varíola ou Bouba Aviária
É muito conhecida como caroço ou pipoca, em virtude dos nódulos que se formam na face, crista, barbelas e outras partes expostas das aves, assemelhando-se a crostas ou verrugas, além de falsas membranas no trato digestivo e respiratório. Disseminada por mosquitos, é uma doença virótica, mais comum nos meses mais quentes, tendo como características, além das lesões, a falta de apetite, sonolência e aumento de mortalidade da galinha e frango caipiras.

Controle

Uma vez instalada, não possui tratamento eficaz, restando ao avicultor tratar as lesões com tintura de iodo glicerinado e antibióticos em água de bebida para evitar infecções secundárias. Deve-se, portanto, preveni-la com vacinação no primeiro dia de vida. Poedeiras receberão ainda outra dose da vacina, a “bouba forte”, na membrana da asa. Isto se dá com sete ou oito semanas de vida, repetindo-se após seis meses.