21 julho, 2014

Criação de minigado - GR Responde

como_criar_minibovinos (Foto:  )Gostaria de informações sobre como criar minivacas.
Ferreira Pinto Coelho, Belo Horizonte (MG)


Gado em miniatura tem até 1 metro de altura e peso abaixo de 200 quilos, mas apresenta as mesmas características dos seus pares em tamanho convencional. Enquanto o miniboi é capaz de realizar serviços de tração de cargas leves, a minivaca tem potencial para produzir de 6 a 8 litros de leite por dia após a reprodução, além de gerar bezerros que podem ser vendidos a partir de seis meses de vida.

O minigado é resultado do cruzamento e melhoramento genético da raça uruguaia miniudi com as europeias anãs. Adquira exemplares de produtores com referência e fornecedores de animais saudáveis, robustos e resistentes. Dê preferência para minibovinos de 80 centímetros a 1 metro de altura, sendo as fêmeas com pelagens preta, castanha e de duas ou mais cores (malhada), as que têm mais potencial de comércio. Um conjunto de um macho e 10 minivacas permite obter rentabilidade com a criação.

Um abrigo rústico, que pode ser feito com materiais disponíveis na propriedade em local com luminosidade e ventilado, é o suficiente para protegê-los em dias de chuvas intensas e de sol escaldante.

A alimentação dos animais é à base de gramíneas no pasto, porém pode ser complementada com diferentes tipos de capim, além de braquiária e napier. Também comem leguminosas e grãos sem restrições. Sal mineral é fornecido como suplemento.

A fase de reprodução das minivacas inicia-se com dois anos de vida e, em criações com manejo correto e tratamento adequado, pode se estender até os 30 anos de idade. São nove meses de gestação e seis meses de amamentação. Após dois meses, a fêmea já pode voltar a procriar. Mantenha os animais saudáveis, com acompanhamento veterinário e em dia com o cronograma de vacinas.

CONSULTOR: HAROLDO PIRES DE QUEIROZ, zootecnista da Embrapa Gado de Corte, Av. Rádio Maia, 830, Zona Rural, CEP 79106-550, Campo Grande, MS, tel. (67) 3368-2000, haroldo.queiroz@embrapa.br 
 
Por João Mathias, Revista Globo Rural

20 julho, 2014

Emparn participa da Festa da Colheita em Cruzeta


O Presidente da Emparn, Dr José Geraldo e os Gerentes da Emparn Cruzeta, Márcio Raimundo e de Caicó, José Augusto estiveram hoje na cidade de Cruzeta participando da Festa Colheita.

O desfile teve a participação da empresa, que distribuiu 30 kits de pintos caipiras, no total de 330 animais, sendo 10 fêmeas e 01 macho para cada agricultor. Além da importância do contato com o homem do campo, a Emparn divulga as suas ações, estimulando, por exemplo, a atividade da avicultura caipira.

Imagens do evento:

 
 

Produção orgânica garante renda em assentamentos

Sandra Monteiro
Da Agência Sebrae RN

Mossoró - Na paisagem seca do Semiárido Nordestino, uma imagem, cada vez mais comum, chama a atenção. Faixas de terra circulares, onde o verde predomina, é o sinal de que já chegou ali a tecnologia social da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS). Mas além de atrair olhares, a cor inconfundível que brota da terra em forma de hortaliças e leguminosas está transformando a vida de pequenos produtores rurais. A garantia de renda e melhoria na qualidade de vida obtidos por meio da produção de alimentos orgânicos apontam que o campo ainda é uma alternativa viável de oportunidade de negócios.

No Assentamento Lagoa de Xavier, a 25 quilômetros de Mossoró, a produção agroecológica, instalada no Estado por meio de parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte e a Fundação Banco do Brasil, se tornou a principal fonte de renda para o produtor Francisco França. Apresentado ao projeto há cerca de sete anos, ele comemora os bons resultados e o crescimento da produção e do consumo de orgânicos na região.

Fred VerasO agricultor Francisco França exibe as mudas cultivadas no próprio viveiro: Produção em alta
“Lembro quando tudo começou. Era muito difícil tanto para mudar nossa mentalidade, de que a produção orgânica é interessante, como também porque a demanda ainda era muito pequena. Hoje estou mais do que satisfeito com o trabalho e com a renda que tenho”, comemora.

Na área de aproximadamente um hectare, onde cultiva hortaliças como rúcula, alface, cebolinha, coentro, couve folha, pimentão, tomate cereja, cebola e beterraba, ele também aposta em frutas como goiaba, mamão e banana. Segundo ele, o aumento na produção supera os 200%.

A maioria dos produtos é destinada à Feira Agroecológica de Mossoró, que acontece todos os sábados, no largo do Museu Municipal Lauro da Escóssia Rosado. Semanalmente França comercializa em média 15 quilos de tomate, 150 maços de coentro, 10 pacotes de cebola, além de outros produtos. O restante da produção é comercializado por meio de programas governamentais ligados à agricultura familiar.

Em outro extremo da área rural de Mossoró, no Assentamento Recanto da Esperança, a produtora Geisa Maria do Nascimento é mais um exemplo de que o conhecimento transforma. Acostumada a lidar diariamente com as atividades domésticas, ela descobriu, por meio da produção orgânica, como ter fonte de renda no meio rural para ajudar no sustento da família. “Antes eu nem sabia o que era orgânico, e hoje, quando estou no pico da produção, chego a ter uma renda de R$ 1.200 por mês só com a venda dos produtos na feirinha. Quando era que teria um salário desses aqui, no assentamento?”, questiona.

Geisa ingressou no grupo de produtores há seis anos, e, desde então, esta a principal fonte de renda da família de quatro integrantes.

Por Tribuna do Norte

19 julho, 2014

Eventos - Final de semana


A Emparn estará participando nesse final de semana das Exposições de Currais Novos e Afonso Bezerra e da Festa da Colheita em Cruzeta.

Para Afonso Bezerra irão Carlos Porto e Emilsom Pereira com amostra do Pinto Caipira; em Currais Novos, virá a equipe de Difusão e será montado estande com amostras de todos os "produtos" da empresa; em Cruzeta, José Augusto, Márcio Raimundo e o Presidente Dr José Geraldo, participarão do desfile do agricultor e farão entrega de kits de pintos caipiras.

18 julho, 2014

Fruta-do-conde enegrecida -- GR Responde

gr_responde_pinha_fruta_do_conde (Foto: Ernesto de Souza / Globo Rural)Como tratar um pé de ata, cujas frutas ficam pretas e cheias de formigas?
Celia Medeiros, Formosa, GO


Geralmente, o aparecimento de formigas em fruteiras está associado à presença de outras pragas na planta. As cochonilhas, por exemplo, possuem uma relação de simbiose com as formigas, que oferecem “proteção” e espalham a praga pela planta. Em troca, recolhem o excedente de seiva não aproveitado pelas cochonilhas. Possivelmente, a cor preta está relacionada com o próprio dano da praga nos tecidos da fruta e, também, com a presença de fumagina, um fungo semelhante à fuligem que encontra condições de desenvolvimento na solução açucarada excretada pela praga. Contudo, como existem outros fatores que causam essa coloração nas frutas, a sugestão é solicitar a presença de um técnico da área agrícola no local. Assim, o profissional poderá fazer um diagnóstico mais preciso e indicar uma solução apropriada para recuperar a fruteira, cuja fruta ata também é conhecida como fruta-do-conde, anona, araticum e cabeça-de-negro.

CONSULTOR: JOSÉ EMÍLIO BETTIOL NETO, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, bettiolneto@iac.sp.gov.br

17 julho, 2014

Doenças comuns em aves caipiras

É muito importante que o avicultor tome cuidado com algumas doenças comuns à galinha e ao frango caipiras criados em sua propriedade.

O manejo sanitário é a limpeza e a desinfecção das instalações e dos equipamentos do aviário onde se cria galinha caipira é de fundamental importância na prevenção de enfermidades nas aves. 
]De preferência, um lote de frango caipira não deve utilizar a mesma cama de outro lote, pois os riscos de contaminação das aves são enormes. 
É mais vantajoso fazer a remoção da cama, que pode ser vendida como esterco. 
Removida a cama, a área deve ser limpa e desinfectada com uma solução de formol a 5%. É muito importante eliminar os focos de contaminação do lote anterior para evitar o surgimento de doenças, que prejudicam a produção das galinhas caipiras.

Além disso, “o avicultor precisa ter um bom conhecimento dos problemas sanitários de sua região, evitando desperdício de tempo e dinheiro com medicamentos desnecessários ou, ao contrário, deixando de prevenir doenças de difícil e oneroso controle.
Em regime semiconfinado ou semi-intensivo, o ambiente apresenta-se muito menos estressante que em uma granja convencional .No entanto, deve-se tomar cuidado com algumas doenças comuns à galinha e ao frango caipiras e a outras doenças típicas do manejo semiconfinado. Vamos ver uma delas.

Varíola ou Bouba Aviária
É muito conhecida como caroço ou pipoca, em virtude dos nódulos que se formam na face, crista, barbelas e outras partes expostas das aves, assemelhando-se a crostas ou verrugas, além de falsas membranas no trato digestivo e respiratório. Disseminada por mosquitos, é uma doença virótica, mais comum nos meses mais quentes, tendo como características, além das lesões, a falta de apetite, sonolência e aumento de mortalidade da galinha e frango caipiras.

Controle

Uma vez instalada, não possui tratamento eficaz, restando ao avicultor tratar as lesões com tintura de iodo glicerinado e antibióticos em água de bebida para evitar infecções secundárias. Deve-se, portanto, preveni-la com vacinação no primeiro dia de vida. Poedeiras receberão ainda outra dose da vacina, a “bouba forte”, na membrana da asa. Isto se dá com sete ou oito semanas de vida, repetindo-se após seis meses.

Apenas seis estados são responsáveis por 60,9% das riquezas geradas pelo campo no Brasil.

As riquezas geradas no campo no Brasil estão concentradas em seis estados, que somados respondem por 60,9% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário. Em primeiro lugar, aparece Minas Gerais, responsável por 15,2% do total nacional, seguido por São Paulo (11,3%), pelo Rio Grande do Sul (11,1%), pelo Paraná (9,3%) e por Goiás (7%). O sexto colocado é o estado de Mato Grosso, com 6,9% do PIB agropecuário brasileiro.

Os dados fazem parte da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2010, divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se forem considerados os dez maiores estados em renda agropecuária, chega-se a 79,1% do total. Em sétimo lugar está a Bahia, que responde por 5,7%, seguida por Santa Catarina (5,1%), pelo Maranhão (4,1%) e por Mato Grosso do Sul (3,4%).

A agropecuária foi responsável por agregar R$ 171,1 bilhões ao PIB brasileiro em 2010, superando em R$ 13,9 bilhões o resultado alcançado em 2009 (R$ 157,2 bilhões). Os produtos que tiveram as maiores altas em valores foram: café (34,4%), laranja (28,3%), mandioca (23,7%), banana (19,9%), algodão (19,4%) e cana-de-açúcar (14,9%).

Entre os principais municípios com produção agropecuária, o ranking é liderado por Cristalina (GO), com R$ 624,1 milhões; Petrolina (PE), com R$ 620,3 milhões; São Desidério (BA), com R$ 559,6 milhões; Uberaba (MG), com R$ 551,2 milhões; Rio Verde (GO), com R$ 547 milhões; e Jataí (GO), com R$ 537 milhões.

Os dados completos da pesquisa podem ser acessados na página do IBGE na internet.



Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil




16 julho, 2014

Mamão pintado por fungo - GR Reponde

mamoeiro_mamao_frutas (Foto: Amilton Vieira / Editora Globo)
Por que alguns mamões apresentam manchas pretas antes de amadurecerem? Tem algum tratamento para evitar isso? Rosanir Lindemayer, São Leopoldo (RS)

Uma das mais importantes doenças causadas por fungo em mamoeiros é conhecida como varíola ou pinta preta. Ela é provocada pelo fungo Asperisporium caricae, que ataca folhas e mamões da fruteira. Inicialmente, aparecem lesões ou pintas escuras, que progridem para o apodrecimento dos frutos.

O controle da enfermidade pode ser realizado com a aplicação de fungicidas quando forem detectados os primeiros sintomas nas folhas, os quais são mais comuns nas mais velhas e no período das chuvas.

Plantas e frutos muito atacados devem ser eliminados, pois são fonte de multiplicação e disseminação do fungo. Como medida preventiva, pulverize oxicloreto de cobre na dose de 20 gramas diluído em 10 litros de água. Molhar bem as folhas e frutos e repetir até seis vezes no ciclo de produção, em intervalos de 10 dias. Outros fungicidas podem ser utilizados, mas para isso deve-se procurar um engenheiro agrônomo da região para emitir o receituário agronômico e orientar sobre os procedimentos.

CONSULTOR: JOSÉ ANTONIO ALBERTO DA SILVA, pesquisador em fruticultura da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (17) 3341-1400.

Produção de pintos caipiras

Quarta-feira é dia de nascimento de pintos na Emparn. 
Temos duas Linhagens a seguir: o Tricolor e o Pescoço Pelado
Encomendas: 9805-5557 / joseaugusto-emparn@hotmail.com



15 julho, 2014

Presidente do STR de Caicó fala sobre a avicultura caipira



O Blog - Você tem acompanhado os agricultores participantes de Cursos, nas suas aulas práticas, realizadas aqui na Emparn. Qual a importância efetiva, desses cursos para os agricultores?

Esses cursos estão abrindo um leque de conhecimentos para nossos agricultores (as), pois antes a nossa cultura era somente a criação de animais de grande porte(criação de gado) que fica difícil em nossa realidade devido a falta de chuva, pois sem chuva não tem alimento e água suficiente para criação desses animais pois eles consumem muita água e muito alimento, diferentemente da criação de galinha caipira onde o consumo de água é muito reduzido. Os cursos mostram que através da criação de galinha é possível que o criador tenha lucros, e uma produção equilibrada, mostrando uma outra realidade e opção para os agricultores de nossa cidade. Por isso que nós que fazemos o sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Caicó estamos apoiando e buscando cada vez mais capacitação para nossa zona rural. Acreditamos que o desenvolvimento no campo é possível sim, basta ter condições para isso.

O Blog - Com relação à avicultura caipira no Seridó, que traços de atividade rústica e romântica ela ainda mantém, dificultando o seu profissionalismo? 

A forma de criação da galinha caipira ainda é vista por algumas pessoas como aquela de algum tempo atrás, onde a galinha era pequena da canela seca, de cores variadas, pedrêz, branca, amarela, preta, mas a qualidade da carne não está na cor da pena da galinha, e sim na forma de criação. Hoje é possível ter uma galinha com mais carne, que produz mais ovos que antigamente, e com bastante qualidade. Existe aquela história da galinha da EMPARN por parte de algumas pessoas que não tem o conhecimento que descriminam a melhoria genética que teve a galinha caipira na hora de comprar vem logo aquela pergunta, essa galinha é da EMPARN? “ Ela não é caipira porque uma galinha caipira não é desse tamanho” essa é a frase que já ouvi bastante na banca que minha mãe tem na feira livre de Caicó. Então essa é uma dificuldade .

O Blog - Que papel vc acha que a Emparn tem para essa mudança?

A EMPARN tem um papel fundamental, pois foi através das pesquisas realizadas por ela que hoje é possível a melhoria da genética de nossa galinha caipira, além dessas pesquisas tem o apoio dado as pessoas que buscam informações para a forma adequada de criação de galinha caipira, mostrando na pratica que é possível sim ganhar dinheiro com criação de galinha. A EMPARN vem incentivando cada vez mais os agricultores a investir de forma correta nessa criação.

O Blog - Agora, com relação ao seu trabalho no STR de Caicó. O que tem sido possível implementar em benefício dos trabalhadores rurais?

Nós que fazemos parte da diretoria do sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Caicó do período de 27/04 de 2013 a 27/04 de 2017 entramos com vários objetivos entre eles o de mostrar para os agricultores que o sindicato não serve apenas para conseguir uma aposentadoria para a mulher com 55 anos e para o homem com 60 anos, e já se passou um ano de trabalho onde nós trabalhamos em várias frentes, sempre em parcerias importantes com o *Batalhão de engenharia e construção na perfuração de poços para os agricultores familiares das comunidades que mais sofrem com a falta de água;

*Parceria com a Conab para atender melhor os agricultores facilitando o recebimento do boleto do milho dos associados do nosso sindicato, evitando que os agricultores deem varias viagens e não recebam o seu milho. Hoje nós estamos com um trabalho com a Conab onde atendemos quase 200 pequenos agricultores que precisam do milho para alimentar seus animais e que antes não tinham acesso e hoje mesmo com toda dificuldade de falta de milho, quando tem milho eles são atendidos;

*Parceria com a EMATER no programa da torta, priorizando os pequenos agricultores que produziam leite, recebendo a torta do governo do estado gratuitamente. Boa parte dos cadastros foram feitos pelo nosso sindicato. Esse programa teve a duração de 5 meses, e ajudou bastante aos produtores de leite de nosso município;

*Reorganização de algumas associações rurais de nosso município que estavam em atraso com os mandatos, e fundação de novas associações para desenvolver melhor nossas comunidades rurais, pois acreditamos que o desenvolvimento só é possível através da organização e união das comunidades;

*Oferecemos serviços odontológicos de boa qualidade, fizemos uma reforma em nosso consultório para melhor atender nossos associados, o atendimento acontece de quarta à sexta com obturações e no sábado com extrações;

*Prestamos acessoria jurídica em nosso sindicato, com atendimentos na sexta-feira a partir das 07:30 com a advogada Dr Dayanne;

*Temos convenio com o laboratório Maria Aíla com descontos de 20% nos exames laboratoriais para os associados do sindicato;

*Temos convenio com o oculista Dr Salvador Santos nas consultas de vista com descontos de 50% para os associados;

*Temos convenio com a ótica Diniz com desconto de 20% e consulta de vista gratuita com Dr Luiz Gomes;

*Cursos na área rural em parceria com o SENAR nas áreas de avicultura, cooperativismo e gestão em associativismo, e plantas medicinais, realizados na sede do sindicato e em algumas comunidades rurais;

*Cursos de Agricultura Familiar e avicultor em parceria com a escola agrícola de judiai nas comunidades rurais priorizando os jovens agricultores para que eles tenham conhecimento para trabalhar e permanecer na terra com dignidade e organizando a produção.


05 - Você sendo mulher e jovem, teve que enfrentar algum paradigma ou preconceito? 

Sim vários, muitas pessoas na época da campanha do sindicato ficaram comentando que eu não tinha capacidade de ser presidente do sindicato por que eu era mulher e além de mulher jovem e não sabia de nada.  Mas esse discurso por parte de algumas pessoas não adiantou muito, pois o povo respondeu através do voto. Depois de cinquenta anos de sindicato pela primeira vez teve duas chapas concorrendo as eleições, e uma das chapas encabeçada por uma trabalhadora rural mulher e jovem, nessa eleição votaram 665 associados a chapa1 encabeçada por Ana Aline Morais obteve 479 votos; a chapa 2 encabeçada por Emanoel Messias Soares Felix obteve 182 votos, e 4 votos nulos. Então nossa chapa obteve 297 votos de maioria. Então a partir daquele momento as pessoas que tentarão denegrir nossa imagem pelo fato de ser mulher e jovem tiveram a certeza que não tiveram êxito, porque o nosso lema da campanha era “coragem, experiência e fé, se deus e o povo quiser". E deus e o povo quis, e hoje nós fazemos uma trabalho com respeito e amor ao homem do campo, por que quando a gente trabalha com amor ao que faz,  tudo fica mais fácil e gratificante. Eu não me arrependo das dificuldades que enfrentei pra chegar onde cheguei, faria tudo de novo, pois hoje faço o que gosto e me sinto bem por fazer o bem a quem precisa. Sei que não agrado a todos, mas me esforço pra isso, mas fico conformada porque nem JESUS agradou a todo mundo, imagine eu, que sou uma simples pecadora. Agradeço primeiramente à DEUS e aos meus amigos e alguns familiares que me fortaleceram e incentivarão a seguir em frente acreditando que era possível sim mudar, mas para melhor. Esse era o sentimento de todos os agricultores que visitei casa à casa de nossa zona de Caicó em cima de uma moto com a cara e coragem, e uma mochila nas costas cheia de esperança de dias melhores para nossos agricultores. Sei que ainda precisamos melhorar muitas coisas, mas pra isso conto com a ajuda de cada associado de nosso sindicato, pois a opinião deles é indispensável acredito que não há sentido um prédio desse tamanho sem o principal que é a participação dos associados dentro dele. Conto com a participação de todos, muito obrigada pela confiança e reconhecimento em nosso trabalho.

Visitas Técnicas

Hoje, estamos recebendo 15 agricultores do município de Paraú-RN. São criadores que pretendem sedimentar seu negócio através da introdução de melhores práticas de manejo, enquanto outros desejam iniciar o negócio da avicultura caipira.

De toda forma verifica-se o interesse pela atividade que é crescente e aponta para uma alternativa viável ao homem do campo.

A Emparn está agendando semanalmente essas visitas e já está ao mesmo tempo dando início às providências de incrementar a sua produção de pintos.

14 julho, 2014

EMPARN registra boas chuvas no fim de semana

 A Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), por intermédio do seu Boletim Pluviométrico, registra boas chuvas desde as 7 horas da manhã de sexta-feira até a manhã de hoje (14). As chuvas mais fortes foram registradas nas regiões Leste e Agreste, como já vem ocorrendo há várias semanas.

Dos postos monitorados choveu em 64, sendo na mesorregião Oeste em Campo Grande 35,2 milímetros (mm), Venha Ver (21,0mm); Paraná (20,5mm); Luis Gomes (20,0mm); José da Penha e Major Sales (15,0mm), em cada posto. Também choveu em Campo Grande, São Miguel, Tenente Ananias, Pendências, Encanto, Alto do Rodrigues, São Rafael, Apodi, Marcelino Vieira, Água Nova, Assu, Portalegre e Lucrécia.

Na mesorregião Central choveu menos, com precipitações em São Bento do Norte (8,0mm); São José do Seridó (8,0mm); Caicó (Açude Itans), com 7,8mm; e ainda em Pedro Avelino (Base Física da EMPARN), Tenente Laurentino Cruz e Ouro Branco. Na Mesorregião Agreste choveu em Monte Alegre (29,0mm); Lagoa de Pedras (25,3mm); Jundiá (24,5mm); Bento Fernandes (23,0mm) e ainda em Vera Cruz, Boa Saúde, Santo Antonio, Serrinha, Passa e Fica, Monte das Gameleiras, Ielmo Marinho, Sitio Novo, Bom Jesus, Parazinho, João Câmara, São Paulo do Potengi, Nova Cruz, Lagoa de Velhos, Campo Redondo, Jaçanã e São Bento do Trairi.

Na mesorregião Leste choveu 68,2 milímetros em Canguaretama, em Natal 62,1 (mm); Senador Georgino Avelino (50,3mm); Ceará Mirim (46,1mm); Parnamirim (Base Física da Emparn), 44,5mm; Baia Formosa (Destilaria Vale Verde), 42,5mm; Nísia Floresta (41,0mm) e ainda em Canguaretama (Base Fisica da Emparn); Maxaranguape, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Espírito Santo, Goianinha, Pureza, Taipu e Montanhas.

De acordo com a meteorologia a previsão para amanhã (15) é de “predominância de céu parcialmente nublado a claro com pancadas de chuvas fracas sobre a região Leste do Estado durante a noite e início da manhã, devido a atuação do sistema de Brisa. Para o interior, predominará a condição de céu parcialmente nublado a claro”.

EMPARN - Gerência de Transferência de Tecnologias e Comunicação
- Assessoria de Comunicação -
www.emparn.rn.gov.br
(84) 3232-5871 

Paulo Paulino Filho

 
 
Estarás sempre vivo na memória de quem te conheceu
Vivo estará também seu trabalho abnegado,
Seu pulso forte, seu gosto pelo trabalho.
Sua lembrança será sentida nas Exposições Agropecuárias,
Nas vacinas, nas ordenhas, no velho estábulo.
O Rebanho Pardo Suíço e a Emparn de Cruzeta, em tudo, lembram você.
Sua passagem não foi em vão. E talvez isso, já tenha valido a pena.
Descanse em paz, Amigo!

José Augusto Filho

13 julho, 2014

Condições apontam para bom inverno em 2015

A possibilidade de ocorrência do fenômeno natural El Niño é analisada. O meteorologista da Emparn Gilmar Bristot disse que hoje, as atuais condições, favorecem a ocorrência do fenômeno para o próximo ano, porém há uma expectativa de que entre setembro e outubro estas condições sejam enfraquecidas.

O El Niño é um fenômeno climático de caráter atmosférico-oceânico, em que ocorre o aquecimento fora do comum das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico. A consequência, especialmente para a região Norte e Nordeste, é de Seca Grave. “Existe uma grande quantidade de água fria no oceano pacífico capaz de inibir este fenômeno”, explica Bistrot. Mas, uma análise final só poderá ser dita ao final do ano.

Em observação ao oceano atlântico, a região sul está mais aquecida e o norte mais resfriado, o que significa que “se estas condições predominarem nós teremos um bom período de chuvas para o próximo ano”, declarou o meteorologista se detendo a uma análise mais aprofundada para os próximos meses.

Em questão do comportamento do período chuvoso deste ano no Estado, ele diagnostica como “bastante irregular. Foi uma chuva normal, mas espassado, que não acumulou água”, diz. “Se analisarmos o semiárido como um todo, percebemos ilhas onde nos tivemos uma precipitação bem distribuída, como o caso do Seridó e Serra de Santana, e o Alto Oeste como um todo”.

Ele acrescenta que as chuvas, esse ano, ocorreram com maior frequencia nas regiões que tinham maior influência do relevo: Serra de santana, Vale do Açu, e Alto Oeste. 

Matrinxãs, pacu, piau e tilápia - GR Responde

criacao_peixe_matrinxa (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)As matrinxãs, que crio junto com pacu, piau e tilápia em um pequeno tanque para pesca esportiva em meu sítio, morreram ao apresentar a parte inferior da boca inchada, mole e bem desproporcional à parte superior. O que posso fazer para salvar as matrinxãs que sobraram?Danilo Rodrigues Barini Franca (SP)

Várias causas podem ter levado as matrinxãs à morte, porém, ao que tudo indica, a falta de oxigênio pode ter sido o principal motivo. Quando alguns peixes da família Characidae, como lambaris, pacus, matrinxãs, entre outras espécies de escamas, sentem pouca disponibilidade de oxigênio, alteram morfologicamente o lábio inferior, tornando-o inchado e distendido. O objetivo é aumentar a quantidade de água para passar pelas brânquias e também melhorar a circulação dela na superfície (mais oxigenada), para tentar compensar a falta de oxigênio.

É importante ressaltar que parasitos que ficam nas brânquias podem ser outro responsável pela ausência de oxigênio. Contudo, um diagnóstico preciso somente mediante uma análise da água e do peixe em algum laboratório de ictiopatologia, como o Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) localizado em Jaboticabal (SP).

Vale lembrar que, em tanque onde há policultivo (criação de várias espécies de peixes dentro de um mesmo ambiente), sempre vão existir espécies mais sensíveis e outras mais resistentes ao manejo, à qualidade da água e às demais características do local. A matrinxã, em comparação a pacu, piau e tilápia, é a espécie mais sensível à falta de oxigênio dissolvido e ao manejo.

CONSULTOR: EDUARDO ONAKA, pesquisador do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Pescado Continental, Instituto de Pesca, São José do Rio Preto (SP), Caixa Postal 1052, CEP 15025-970, tels. (17) 3232-1777, onakaem@pesca.sp.gov.br